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Diabetes e cegueira: sintomas, causas e tratamento

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Você já deve ter ouvido falar que as pessoas com diabetes precisam ter cuidado redobrado com a visão. Mas você entende porque diabetes e cegueira estão associadas na maior parte das vezes?

O nível anormal de açúcar no sangue altera o funcionamento do corpo como um todo, trazendo desconfortos e causando doenças. Uma delas é a retinopatia diabética, condição que compromete a função visual e pode levar à cegueira. Se tratada em fase inicial pode ter o avanço contido.

Por isso quem tem diabetes precisa ser acompanhado regularmente por um oftalmologista para monitorar a saúde dos olhos, além de cuidar da alimentação.

Ficou interessado nesse assunto? Então continue lendo o material para descobrir que  diabetes e cegueira nem sempre são sinônimos na vida de quem tem a doença. Confira.

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Diabetes e cegueira, como explicar essa relação?

A resposta é simples. Normalmente o açúcar produzido pelo organismo é convertido na energia que alimenta as múltiplas funções corporais. Numa pessoa com diabetes, há um descontrole anormal nos níveis de açúcar. Esse picos, chamados de hiperglicemia, afetam o funcionamento dos vasos sanguíneos e ocasionam danos que dificultam ou alteram o fluxo de sangue para os órgãos do corpo – inclusive para os olhos.

Com isso ocorre a retinopatia diabética (RD). Ela afeta os pequenos vasos da retina, que é a região do olho responsável por levar as imagens para o cérebro. Os vasos ficam inchados e a pressão causada por isso pode rompê-los. Diabetes e cegueira são associadas muitas vezes porque não manter a doença sob controle pode acarretar na perda total e irreversível da visão.

Pessoas com pelo menos dez anos de diabetes podem desenvolver a retinopatia diabética, mas essa condição não altera a visão imediatamente. E é aí que mora o perigo, pois a visão em si ainda não está comprometida, mas os vasos sanguíneos oculares acumulam fluido e ficam inchados. Novos vasos, que são mais frágeis, podem surgir nesse momento (neovascularização). Por isso monitorar a dieta e a saúde ocular é muitíssimo importante.

Há sintomas?

Quando ocorre a neovascularização, a tendência é que fluidos vazem e haja acúmulo de líquido no fundo de olho. Com isso, a função visual fica comprometida pela distorção, borramento da visão, podendo levar à cegueira.

E muitas vezes o diagnóstico é feito apenas quando alguns desconfortos são sentidos ou quando se percebe uma perda de visão progressiva. Se você tem diabetes, não deixe para procurar ajuda médica apenas quando se sentir incomodado com a visão. Veja abaixo alguns sintomas que acendem o alerta para marcar uma consulta o quanto antes:

  • Manchas na visão;
  • Moscas volantes;
  • Visão embaçada ou distorcida;
  • Escotoma ou sombreamento no campo de visão;
  • Cicatrização lenta de lesões na córnea;
  • Dores em um ou em ambos os olhos;
  • Visão de perto comprometida – não relacionada à presbiopia;
  • Catarata.

Desenvolver a retinopatia diabética não necessariamente vai causar cegueira. É por esse motivo que se ressalta a importância em ter acompanhamento com especialista regularmente, pelo menos uma vez ao ano, para verificar o fundo de olho. O diagnóstico e a intervenção precoces podem garantir que função visual seja preservada. Fique atento!

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A retinopatia diabética é grave?

Basicamente a doença é dividida em dois níveis: a não proliferativa e a proliferativa.

O primeiro tipo, a não proliferativa. Ela pode ser desenvolvida a qualquer momento após o início da diabetes. Considerado o estágio inicial da doença, aqui não há sintomas visuais, apenas manchas e pontos são detectados em exames de retina.

No tipo proliferativa, diabetes e cegueira passam ter mais chances de coexistir. Por ser o estágio mais grave da doença, a retina emite sinais para que o organismo melhore a circulação de sangue. Os novos vasos surgem em um processo chamado de neovascularização. No entanto estes vasos são defeituosos e frágeis e se rompem com muita facilidade, causando hemorragias e lesões na retina, gerando perda gradual da visão ou desconfortos, comumente menosprezados de início e que geralmente levam ao diagnóstico em um momento posterior.

Existe tratamento?

O especialista, com base no estágio da doença e no nível de comprometimento da retina, vai determinar o melhor tratamento para cada paciente.

Mas a dica a seguir vale para todas as pessoas com diabetes: as taxas de glicemia precisam estar controladas, assim como colesterol e pressão arterial, pois são fatores que contribuem negativamente para o agravamento do quadro.

A fotocoagulação a laser é uma boa alternativa para tratar a retinopatia diabética, já que é usada para estancar os sangramentos e controlar a formação de neovasos.  Outros tratamentos como injeções intraoculares com medicamentos corticoides e inibidores de crescimento também são de grande ajuda para frear os danos causados por esta condição. Novamente, apenas um médico saberá indicar a melhor saída para cada caso em específico.

Diabetes e cegueira não necessariamente andam de mãos dadas na vida de pessoas que têm essa condição. Para evitar a perda de visão, mesmo que seja parcial, é essencial não descuidar da alimentação – para não desregular os níveis de açúcar no sangue – ter acompanhamento médico regular, para o devido monitoramento da saúde dos olhos. Assim, qualquer anormalidade pode ser tratada imediatamente e manter a qualidade de vida sem a função visual ficar comprometida.

Os exames oftalmológicos de rotina, recomendados sempre a critério de um oftalmologista, são melhor forma de cuidar da saúde visual, tendo diabetes ou não. Mas se você tem, é fundamental ter acompanhamento médico para evitar que a retinopatia diabética – e outras doenças oculares causadas pela diabetes, causem cegueira. Portanto, consulte um especialista pelo menos uma vez ao ano.

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